A expressão “Menos é mais” se traduz em um conceito que é bastante utilizado pelos melhores designers. Percebemos isso mais facilmente no design industrial. A escola alemã de arte, design e arquitetura Bauhaus utilizou muito bem este conceito, sempre projetando objetos funcionais como obras de arte, apenas com o essencial para a funcionalidade necessária. A Bauhaus trouxe ao mundo o Modernismo no design e na arquitetura.
“A palavra minimalismo se refere a uma série de movimentos artísticos e culturais que percorreram diversos momentos do século XX e que preocuparam-se em se exprimir através de seus mais fundamentais elementos, especialmente nas artes visuais, no design e na música. Em outros campos da arte, o termo é usado para descrever as peças de Samuel Beckett, os filmes de Robert Bresson, os contos de Raymond Carver e até mesmo os projetos automobilísticos de Colin Chapman, entre outros.”
Utilizar este conceito em um projeto de design às vezes não é tão simples quanto parece ser na teoria, pois é muito mais fácil poluir uma criação com vários elementos sem sentido e função do que retirar o que for desnecessário e deixar apenas o essencial e conseguir deixar a criação bela e principalmente funcional.
Este conceito está bastante relacionado à cultura de um lugar. Alguns países já possuem um determinado tipo de cultura/educação que levam ao entendimento e aceitação mais natural deste tipo de design. Por isso, às vezes, é tão difícil explicar este conceito à um cliente que insiste em poluir o trabalho do designer, tentando colocar elementos em qualquer espaço “vazio” (em branco) que ainda existir na peça. É também tarefa do designer tentar contornar esta situação explicando que os tais “espaços vazios” fazem parte da criação.
O mundo já está poluído demais visualmente em todas as mídias. Devemos sempre tentar alcançar o design minimalista quando possível para que tudo flua melhor visualmente e funcionalmente. Claro que existem casos em que a idéia é o oposto do design minimalista, mas quando é assim, também devemos saber como direcionar a criação, pois encher de elementos uma criação é tão difícil quanto reduzir ao mínimo e essencial.